
Olho para o lado e te vejo, ali deitado na minha cama, como um anjo, assistindo a um filme que você chamou de ”maneiro” alguns minutos antes. Você me chama pra sentar ao seu lado, eu me deito perto de você esperando por carinho, o que não acontece, talvez pra me provocar você permanece intacto assistindo a milhares de mortes e sangues jorrando, finjo não ligar e tento entender o motivo dos gritos que vinham da tv. Sou surpreendida por um abraço, depois um beijo, que logo são interrompidos por um sujeito que teima em atirar em todos que vê a sua frente, que filme bobo, eu pensava comigo. Após mais trinta pessoas mortas você se vira novamente e beija meus lábios, meu pescoço, meus ombros, segura na minha mão. Olha nos meu olhos e no meio de uma barulheira estridente que vinha daquele filme que eu pensava ser idiota, você me disse: eu te amo e serei seu até os nossos corações pararem de bater. E nesse momento eu acordo sorrindo, pensando em como seria se esse sonho fosse real. (ODC)